Pobres em Espírito
Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA
Ananda Coomaraswamy: O QUE É CIVILIZAÇÃO?
O homem que foi "convertido" realmente, isto é, que deu a volta (strepho) não tem tempo para perder punindo a si mesmo e, se impõe alguma pena a si próprio, não é na forma de penitência, e sim a) na forma de disciplina, como um atleta que está treinando; e b) como uma imitação da pobreza divina.
Roberto Pla:
Quanto a “grande riqueza”, não é outra coisa que a alma, que quando toma posse dos “elementos do mundo” recobre com um véu de opacidade a luz do espírito que ela mesma veste. Os desventurados “ricos” desta espécie, são “pobres” em transparência e por tal causa desconhecem a bem-aventurança do Reino, a pedra angular que mora em seu coração, e que está reservada segundo o evangelho somente aos “pobres” de espírito.
La scelta sarebbe ampia ma anche insensata. Valga il primo esempio che sovviene: una frase dei Vangelí (Matteo, 5, 3): Makarioi, oi ptokoi to pneumati, oti auton estin he basileia ton ouranon.
Si tradurra «Beati i poveri, per lo Spirito! Infatti di loro é il regno dei cieli»? oppure «Beati i poveri secondo lo Spirito perché di loro é il regno dei cieli», ovvero «coloro che hanno anima di poveri» oppure «coloro che sono poveri di spirito proprio»? In breve: saranno beati gli uomini impersonali od i poveri?
Per Agostino si traduce «Beati coloro che non sono gonfi di iattanza», per Crisostomo «Beati coloro che sono umili non per forzata rassegnazione ma con spirito di elezione». Si aggiunge, perfino: «Beati coloro che sono scarsi di intelligenza» o «Beati coloro che ora sono poveri (di spirito ?) e che saranno come adesso sono i ricchi (di spirito ?) in tena, quando giungeranno dopo morti in cielo», le due interpretazioni piú improbabili, salvo che la prima sia intesa come « Beato colui che é privo della facoltà di discernimento mondano», l'idiota di villaggio, sacro ancora nell'Islam perché simile ad un amante che nulla curi (la sacralità di questa separazione dalle follie del mondo é il contenuto del quadro di Velazquez El niño de Vallecas) Il regno di Dio é la risurrezione, cioé il riconoscimento della signoria di Dio o la gioia della lode di Dio, che s'ottiene facendosi poveri di sensualità e superbia.
Se queremos estudar o termo "pobre" nestas duas formulações das Bem-aventuranças (Mt e Lc) é preciso distinguir então "pobre em espírito" de "pobre" simplesmente, além de se questionar sobre o sentido do Reino dos Céus e do Reino de Deus.
Segundo o dito de Lucas podemos pensar que se trata dos pobres no sentido material da palavra, dos indigentes, dos miseráveis, dos esfomeados, dos oprimidos, únicos que um certo cristianismo social se interessa em nossos dias, aqueles que se opõem aos ricos, dos quais está escrito que dificilmente entrarão no Reino dos Céus. Mas mesmo esta interpretação não contempla os pobres em espírito, da formulação de Mateus, que são mais difíceis de compreender que a pobreza ordinária.
Penso que estas considerações permitem entrever o que possa ser a pobreza em espírito: essencialmente um "desprendimento interior ou espiritual vis a vis de tudo", não somente das riquezas materiais, mas de não importa o que, e mais especialmente vis a vis de "si mesmo". A este respeito, os textos evangélicos são particularmente explícitos.